terça-feira, 30 de junho de 2015

Saber... o que   ?

Não vou dizer o que não sei
Porque em mim não cabe.
A mim, a língua me limita
A minha língua me limita
Também não sei o que não sei!
Saber a mim, a mim não se limita
Limita-se a não sei  o que...
Saber, saber, saber...

A que, o que...???
Todo amor

Se não vens
Harmônica com meus ângulos
Consoante com meus acordes
Compassada com minhas idéias
Ritmada com meus nadas
E refratada com minhas paixões
Desista!
Não se aproxime!

Se não vens
Estreitada com minhas angústias
Segura das minhas incertezas
Tolerante com meus caprichos
Santificada com meus pecados
E aberta aos meus radicalismos....
Nem se aproxime!
Desista!

...Ou me seduza com sua ilógica

Sou todo amor!!
To be, or not to be!

Viver lá , Lacan
Ou viver cá, Can can
That’s 
 the question?
Quem vem lá?

Um nome
Substantivo
do caso nem sempre reto...
Será verbo ??
Talvez nem substantivo!
Um nome
Apenas um nome...

Quem vem lá?

Mentir é preciso


Preciso ser uma mentira
Quando falo
Quando ouço
Quando penso
Quando sorrio
Quando só rio
Quando rio

Preciso parecer mentira
Quando escrevo
Quando servo   
    da língua
Da ginga
Da catinga
   do meu lugar

Preciso me prender ao mundo
Onde vivo
Onde sirvo
Onde amargo
Meu amargo
E me perco
Na mentira
De existir
  Mentir é preciso

segunda-feira, 28 de outubro de 2013



 N’Ego, N’Ovo
                                                                     Poema-práxis                                      
 ego sum fortis, ergo sum


Por tras do Homem
o Ego.
Atrás do homem
o nome, a fome, o nego.
Renego
o homem
que come
e é cego
ao que não come.
Nego o homem
com nome,
sobrenome,
renome,
que consome,
sem fome,
em nome
do ego.
Nego o homem
que  se esconde
atrás do emprego.
Mas prezo o homem
sem apego
e o carrego
e rego
 e entrego
ao povo.
O novo,
qual ovo,
é prenhe de esperança.
A dança
sem medo
da morte:
a mudança.
 A lança da sorte,
sem norte,
alcança
o deus
presente
e a mente
contra-dança
e cansa e

não alcança.
Folha branca

Filosofias à parte
uma folha branca
Jamais estará branca
para sempre
É transitória tal existencia
Uma folha branca
será sempre uma promessa
Como esta em que inauguro
esta óbvia idéia
A folha branca sempre estará grávida
de letras e idéias.